Grupos Temáticos

 

1. Práticas de trabalho de campo em Antropologia Visual – José da Silva Ribeiro

Se a reflexão teórica em antropologia e antropologia visual é de grande importância esta não pode estar de modo alguns desvinculadas das práticas e trabalho de campo em antropologia e antropologia visual e sonora a partir das quais se produz o conhecimento antropológico e a produção cinematográfica em antropologia. Pretende-se neste grupo de trabalho reunir contributos diversificados destas práticas, das produções audiovisuais e  os questionamentos éticos, estéticos, políticos e epistemológicos que as permeiam.

2. Cinema Indígena: perspectivas na atualidade – Renato Athias

O cinema indígena é uma categoria global, muito diversa, e existente em todos os continente americano, Austrália, Nova Zelândia, norte da Europa,  etc. Esta produção de cinema indígena (autóctone), documentário e ficção surgiu nos finais dos anos sessenta e consolidou-se nas décadas seguintes. O cinema indígena tem origem em desenvolvimentos tecnológicos, em explorações da antropologia compartilhada e, principalmente, na expansão os movimentos indígenas em vários países, com o apoio de organismos internacionais. Nesse sentido, o cinema é uma arena importante de reivindicação, incluindo a nível de questões fundiárias, ambientais e de descolonização, mas é, acima de tudo, um meio de dar voz e corpo aos povos indígenas, isto é, de “talk back” ou “shoot back” para a sociedade colonial. Atualmente, alguns cientistas sociais advogam que existe um “cinema  indígena global” construído através destas redes internacionais, mas é importante sublinhar que a maioria da produção tem uma origem local, com relevâncias específicas para os coletivos de onde emana. Tendo em conta este enquadramento, procura-se contribuições que ajudem a pensar os recursos do cinema indígena, incluindo trabalhos centrados em estudos de caso que permitam compreender o quadro geral ou reflexões amplas aplicáveis a diferentes contextos.

3. Imagem, Arte, Ética e Sociedade: em torno da questão da religiosidade – Kátia Mendonça e Valber Brito

Esta proposta de trabalho tem por objetivo constituir um espaço para a reflexão e o debate sobre as possíveis interconexões entre Imagem, Arte, Ética e Sociedade, tendo como foco a perspectiva do imaginário e a religiosidade. Diante dos crescentes desafios existentes entorno de relações sociais no século XXI, marcadas pelo conflito e pela violência, uma das tarefas da sociologia, antropologia e áreas afins é voltar seu olhar às relações entre arte e religiosidade e, buscando novos caminhos epistemológicos, analisar as expressões de religiosidade presentes no imaginário das artes visuais, em particular da fotografia, do cinema da literatura ou midiáticas (hoje em larga escala mediadas pela tecnologia), entendendo queque a arte e as imagens são instituídas e instituintes de teias de relações sociais. Em suma, a partir do exposto, pretende-se discutir questões e contribuições onde a arte e a imagem apresentam-se como o eixo fundamental de sua constituição, intimamente ligada à questão da religiosidade.

4. O fazer (áudio) visual – Lisabete Coradini

Pretende-se nesse grupo de trabalho reunir contribuições sobre o fazer audiovisual e estratégias metodológicas. Trabalhos que versam sobre antropologia audiovisual, ética de abordagens com imagens, produção, memórias coletivas, etnografias participativas em imagem e som, paisagens sonoras. Também busca-se reflexionar sobre o potencial valor da produção cinematográfica para a investigação básica e aplicada em antropologia, bem como em outras ciências sociais e humanas.

5. Cinema e Linguagem: um olhar sobre o(s) gênero(s) – Luzia Miranda

A arte do cinema teve suas câmeras focadas na visualidade de imagens euro-americanas. A transversalidade dessas imagens para outras áreas e locais de re-conhecimento favoreceu novos caminhos estéticos e introduziu a diversidade do olhar com a inclusão do diferente, do “outro”, da perspectiva de gênero. A proposta deste GT é observar de que forma a perspectiva da diversidade pode ser encontrada em filmes que tratam de gêneros cinematográficos, estabelecem um novo olhar para encontrar a versão sobre o gênero do “diferente” e o tratamento que a narrativa obedece para criar a crítica a essa situação.