Mostras Paralelas
Casa das Artes – Fundação Cultural do Estado do Pará
Praça Justo Chermont, 236 – Nazaré

Dia 04/11

  • 19h Mostra Paralela – Curadoria: Marcio Crux

    Filho de Peixe | Igor Ribeiro. 2018: 13’
    O filho de um peixe pode ser um peixe e também pode ser o que ele quiser.
    Nadir | Fabio Rogerio. 2019: 15’
    Um olhar afetivo sobre o cotidiano de Nadir, mestra de cultura popular de uma
    comunidade quilombola do interior de Sergipe. A música de Nadir e seus silêncios.
    Neuza | João Marcos. 2019: 13’
    Neuza ainda sonha com o circo.
    A Viagem do Seu Arlindo | Sheila Altoé. 2018: 16’
    Na Comunidade Quilombola de Pedra Branca, nas montanhas capixabas, os mais
    velhos preservam a tradição de contar histórias para os mais jovens como a do dia em
    que o Seu Arlindo decide fazer uma misteriosa viagem, deixando intrigados os
    moradores da comunidade.
    Codinome Breno | Manoel Batista. 2018: 19’
    A memória possui gavetas que escondem partes do nosso passado, mas o medo e a
    saudade nos impedem de acessá-las. Para reconstruir o mosaico de memórias
    familiares, Manoel busca através da origem do nome de seu irmão, dos objetos de
    família e dos relatos dos amigos mais próximos as peças que faltam nesse quebra-
    cabeça. A busca por esse nome termina por descortinar passagens da ditadura militar
    no Brasil.
    Imaginários Urbanos | Glauber Xavier. 2017: 24’
    Imaginários Urbanos mixa arte, corpo e cidade, esboçando inquietações de um grupo
    de pesquisadores e artistas dispostos a estimular reflexões sobre as representações
    simbólicas da cidade de Maceió.

Dia 11/11

  • 19h – • 19h Mostra Paralela – Curadoria: Marcio Crux

    Conte Isso Àqueles que Fomos Derrotados | Aiano Bemfica; Camila Bastos; Cristiano Araújo; Pedro Maia de Brito. 2018: 23’
    A noite é tempo de luta (ou há um novo lugar possível sendo avistado no horizonte).
    Entremarés | Anna Andrade. 2018: 20’
    No chão de lama, mulheres compartilham os seus vínculos e vivências com a maré, a pesca, e a Ilha de Deus.
    Dos Filhos deste Solo És Mãe | Antonio Fargoni. 2019: 9’
    Ancestralidade é alma. É a força que encoraja um povo desde mil e quinhentos.
    Em Bora – Além das Margens Amazonicas | Leonardo Carrato. 2017: 7’
    “Viemos para aprender as músicas e histórias para curar. Então o avô disse: – Netos, vocês serão capazes de aprender e sem dúvida, ele disse, eu lhes ensinarei tudo, desde o começo até o fim.” Parte de um velho conto Bora.”Soy Indio” (“Eu sou índio”) e “Soy Bora” (“Eu sou Bora”). É assim que Aladino se define. Aladino é um xamã de Pebas, uma aldeia remota no coração da Amazônia peruana. Os xamãs são curandeiros, usando a planta da coca (pilada até a perfeição), tabaco, cachaça, “ampiri” (uma mistura de tabaco com sal silvestre) para curar a população local. O conhecimento e as histórias milenares, que são os principais poderes xamânicos, são transmitidos através de geração após geração de indígenas Bora.
    Com o mundo completamente globalizado, Aladino é agora um exilado em sua própria terra. Enquanto sua cultura está desaparecendo, o elemento de cura mais importante para os Boras, a planta da coca, é onde ele encontra força para continuar vivendo como um verdadeiro xamã.
    O projeto de 4 anos é uma história multimídia sobre um homem que se opõe à dizimação de uma cultura milenar. A abordagem é como se estivéssemos em sua mente, sentindo as mudanças psicológicas nessa jornada metafórica sobre a espiritualidade da Amazônia e uma batalha de um xamã não para ser como todo o resto do mundo.
    Entre Parentes | Tiago de Aragão. 2018: 27’
    Conheça Majur. LGBTQ+, indígena e chefe de comunicação em uma aldeia no interior de Mato Grosso.
    Saakhelu Kiwe kame, Ofrenda a la Madre Tierra | Mateo Leguizamón Russi. Colômbia/2018: 24’
    Um ano após impeachment presidencial, Brasília recebe a maior mobilização indígena durante a 14ª edição do Acampamento Terra Livre, no final de abril. Enquanto isso, na mesma Esplanada dos Ministérios que abriga barracas de povos indígenas de todo o Brasil, parlamentares articulam uma agenda de retrocessos à causa indígena. Os parentes não deixarão de lutar.

Instituto e Cineclube Nangetu
Travessa Pirajá, 1194, Marco

Dia 04/11

  • 17h30 – Mostra Paralela – Curadoria: Mametu Nangetu

    Nosso Sagrado | Fernando Sousa e Gabriel Barbosa. 2017: 31’
    O documentário investiga a perseguição e o racismo religioso contra o Candomblé e a Umbanda, que foram criminalizadas na Primeira República e na Era Vargas. Durante esse período mais de 200 objetos foram apreendidos pela polícia. As peças sagradas da Umbanda e Candomblé foram expostas como “Coleção Magia Negra” e ainda hoje encontram-se sob a posse do Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A partir da fala de religiosos, pesquisadores e militantes, buscamos entender a importância do acervo sagrado afro-brasileiro, a luta pela sua libertação e os efeitos do racismo religioso.
    Lealdade| Ana Stella Cunha e Millena Avelar. 2019: 5’
    No Quilombo de Damásio – tal como em praticamente todo o Estado do Maranhão – a brincadeira da “dança portuguesa” faz parte dos extensos festejos juninos.
    Mas quando nos deparamos com esta brincadeira numa “terra de preto” (como tem sido definido pelos seus moradores este espaço, que extrapola a geografia) o estranhamento vem à tona.
    Que herança é esta? Como podem os negros cultuar uma tradição do colonizador, depois de séculos de dor?
    Apropriando-se destas e de outras culturas, muitos quilombolas de Damásio ressignificaram as heranças lusitanas, reelaborando discursos e recriando memórias.
    Neste jogo de identidades uma família de dançantes relembra histórias, convidando-nos a refletir acerca das relações de poder e opressão, medo e orgulho.
    Casca de Baobá | Mariana Luiza. 2017: 11’
    Maria, uma jovem negra nascida em um quilombo no interior do estado, é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômica-social.
    Itapocu | André Senna. 2019: 25’
    Itapocu é um média-metragem documental que registra a comunidade quilombola de Itapocu no interior do sul do Brasil, e sua tradição centenária do Catumbi,um ritual sincrético que mistura dança, música e diversas manifestações afro-brasileiras.
    Odò Pupa, lugar de resistência | Carine Fiúza Ferreira. 2018: 13’
    A fala, a imagem, as estatísticas e a repetição tudo comunica, mas pra quem se vocês dão as costas para os motivos pelos quais nossos filhos estão morrendo? Odò Pupa, rio vermelho que flui para Atlântico e testemunha nossa diáspora.
    A Viagem do Seu Arlindo/ Sheila Altoé. 2018: 16’
    Na Comunidade Quilombola de Pedra Branca, nas montanhas capixabas, os mais velhos preservam a tradição de contar histórias para os mais jovens como a do dia em que o Seu Arlindo decide fazer uma misteriosa viagem, deixando intrigados os moradores da comunidade.

Liceu de Música de Bragança – Campus XXI

Universidade do Estado do Pará
Trav. Senador José Pinheiro, Centro. Bragança/Pará

Dia 05/11

  • 15h às 18h – Mostra Paralela – Curadoria: San Marcelo

    Pena e Maracá – A Encantaria do Fundo| Leonardo Carrato e Daniel Meneguelli. 2017: 20’
    No fundo de rios e igarapés, na mística cidade de Soure, na ilha do Marajó no Brasil, é onde habitam os Encantados. Esses seres de luz, que através de pajés e curadores locais, exercem o poder da cura. A prática de seus ensinamentos e poderes é chamada de Pajelança Cabocla, mais conhecida por Pena e Maracá.
    Entre cantos e orações, cuias e colheres de pau, batas brancas e cirurgiões da terra, penas e maracás navegaremos pelo mundo invisível da Encantaria do Fundo. Os contos de seus personagens elucidarão o universo dessa prática curativa e o futuro de uma cultura que é uma das mais peculiares da Amazônia.
    O Pássaro – Um documentário sobre o Pássaro Junino Tem-Tem do Guamá | Ariela Motizuki. 2018: 16’
    Documentário acompanha a produção e apresentação do Pássaro Tem-Tem do Guamá durante a quadra junina de 2018, um dos grupos mais antigos da manifestação cultural genuinamente paraense, o Pássaro Junino.
    Dos Antigos aos Filhos do Amanhã | Leonardo A. Gelio. 2018: 30’
    O Documentário universitário explora a luta pela manutenção da cultura caiçara através da construção da canoa e passagem desse conhecimento às gerações futuras, meninas da comunidade caiçara de Trindade. Há o resgate da importância histórica e cultural da construção desse símbolo de resistência (Canoa), que se tornou patrimônio cultural imaterial da humanidade, através do mais respeitado mestre-canoeiro de Trindade, Seu Vítor. A vila caiçara (única que resistiu à especulação provinda da construção da Rio-Santos) ainda sofre com as imposições da reserva ecológica que, praticamente, criminaliza a construção de novas canoas e esquece da profunda conexão do caiçara com a natureza ao seu redor.
    Mocinho e Bandido | Guto Bozzetti. 2018: 15’
    Dois adolescentes de periferia são parados em uma batida policial. Róbson, o mais novo, apresenta um atestado de matrícula escolar e é liberado, mas Maicon não tem o mesmo documento.
    Aqueles Dois | Émerson Maranhão. 2018: 15’
    Dois rapazes. Duas histórias que se cruzam. Duas vidas unidas por uma condição que define suas existências. Duas jornadas em busca de se reconhecer no espelho e do amor.
    Pipoca Moderna | Helder Lopes. 2019: 72’
    Acompanhado dos filhos, sobrinhos e pelo jovem pifeiro Junior Kaboclo, o mestre centenário Sebastião Biano, fundador da Banda de Pífanos de Caruaru, volta à cidade que o projetou como um dos principais ícones da cultura popular no Brasil. Na viagem Sebastião revê familiares, participa de eventos públicos, faz espetáculos e depara-se com uma virtuosa banda de jazz – oportunidade em que revisita algumas de suas principais composições e improvisa livremente ao lado de instrumentistas da nova geração.

Dia 06/11

  • 15h às 18h – Mostra Paralela – Curadoria: San Marcelo

    Nadir | Fabio Rogerio. 2019: 15’
    Um olhar afetivo sobre o cotidiano de Nadir, mestra de cultura popular de uma comunidade quilombola do interior de Sergipe. A música de Nadir e seus silêncios.
    Neuza | João Marcos. 2019: 13’
    Neuza ainda sonha com o circo.
    A Viagem do Seu Arlindo | Sheila Altoé. 2018: 16’
    Na Comunidade Quilombola de Pedra Branca, nas montanhas capixabas, os mais velhos preservam a tradição de contar histórias para os mais jovens como a do dia em que o Seu Arlindo decide fazer uma misteriosa viagem, deixando intrigados os moradores da comunidade.
    Afronte | Bruno Victor e Marcus Azevedo. 2017: 15’
    Ficção e documentário se cruzam para mostrar o processo de transformação e empoderamento de Victor Hugo, um jovem negro e gay, morador da periferia do Distrito Federal. Seu relato se mistura aos depoimentos de outros jovens, cujas histórias revelam diferentes formas de resistência, encontradas em discursos de valorização do negro gay.
    Codinome Breno | Manoel Batista. 2018: 19’
    A memória possui gavetas que escondem partes do nosso passado, mas o medo e a saudade nos impedem de acessá-las. Para reconstruir o mosaico de memórias familiares, Manoel busca através da origem do nome de seu irmão, dos objetos de família e dos relatos dos amigos mais próximos as peças que faltam nesse quebra-cabeça. A busca por esse nome termina por descortinar passagens da ditadura militar no Brasil.
    Imaginários Urbanos | Glauber Xavier. 2017: 24’
    Imaginários Urbanos mixa arte, corpo e cidade, esboçando inquietações de um grupo de pesquisadores e artistas dispostos a estimular reflexões sobre as representações simbólicas da cidade de Maceió.
    Bando | Lázaro Ramos e Thiago Gomes. 2018: 97’
    A história do grupo teatral baiano Bando de Teatro Olodum, que desde 1990 leva aos palcos espetáculos com atrizes e atores negros se tornando um símbolo de identidade brasileira, com um discurso estético, político e social.

Dia 07/11

  • 15h às 18h – Mostra Paralela – Curadoria: San Marcelo

    Lealdade| Ana Stella Cunha e Millena Avelar. 2019: 5’
    No Quilombo de Damásio – tal como em praticamente todo o Estado do Maranhão – a brincadeira da “dança portuguesa” faz parte dos extensos festejos juninos.
    Mas quando nos deparamos com esta brincadeira numa “terra de preto” (como tem sido definido pelos seus moradores este espaço, que extrapola a geografia) o estranhamento vem à tona.
    Que herança é esta? Como podem os negros cultuar uma tradição do colonizador, depois de séculos de dor?
    Apropriando-se destas e de outras culturas, muitos quilombolas de Damásio ressignificaram as heranças lusitanas, reelaborando discursos e recriando memórias.
    Neste jogo de identidades uma família de dançantes relembra histórias, convidando-nos a refletir acerca das relações de poder e opressão, medo e orgulho.
    Filho de Peixe | Igor Ribeiro. 2018: 13’
    O filho de um peixe pode ser um peixe e também pode ser o que ele quiser.
    Megg – A Margem que Migra para o Centro | Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches. 2018: 15’
    Megg Rayara derrubou barreiras para chegar onde chegou. Para ela, seu diploma é um marco importante de uma luta não só pessoal mas, sim, coletiva. Pela primeira vez no Brasil, uma travesti negra conquista o título de Doutora.
    É a margem que migra para o centro, levando toda sua história consigo.
    Filhos de Guerreiros | Sofia Amaral. 2018: 22’
    Produzido através do projeto “Amazônia Resiste”, da Agência Pública (apublica.org), com recursos da Climate and Land Use Alliance, o filme retrata a realidade de jovens da etnia Kayapó. Filmado em Colíder – MT e na aldeia Piaraçu (Parque Indígena do Xingu), tem como principais entrevistados os descendentes das lideranças da etnia, Beptuk Metuktire (neto do Cacique Raoni Metuktire) e Matsipaya e Mayalu Txucarramãe (filhos do Cacique Megaron Txucarramãe). Aborda as principais questões da juventude indígena urbana, como o racismo e o bullying, o sonho de voltar a viver na aldeia, e também o conflito de gerações entre jovens e velhos guerreiros.
    50 anos no Sul de Angola | Ines Ponte. 2019: 8’
    Uma história de Carlos Estermann (1898-1976), missionário e etnografo, com a fotografia, durante os seus 50 anos no Sul de Angola.
    Zana – O Filho da Mata | Augustto Gomes. 2019: 15’
    “No coração da selva amazônica, um pequeno índio terá que enfrentar misteriosos personagens de mitos e lendas, em uma missão de resgate nada convencional”…
    As Pastoras – Vozes Femininas do Samba | Juliana Chagas. 2018: 74’
    Nas escolas de samba as mulheres cantoras são chamadas de Pastoras. Suas vozes dão leveza ao samba. Nos primórdios, as mulheres, ao cantar em coro as composições que mais gostavam, determinavam qual seria o samba vencedor na quadra. Hoje, as Pastoras fazem parte da Velha Guarda e continuam a emprestar suas vozes aos sambas mais tradicionais de suas escolas. No Rio de Janeiro, a Portela foi uma das primeiras escolas de samba a manter viva essa tradição. Neste documentário, vamos conhecer a história das quatro Pastoras da Portela: Tia Surica, Neide Santana, Áurea Maria e Jane Carla.